Tuesday, May 31, 2005

vidente

Vou fazer agora um exercício de futurologia, primeiro pra ocupar minha madrugada insone e tediosa, depois, quem sabe, pra realmente me ajudar a tomar decisões ou guiar-me pra qualquer merda.

Bom, tenho que me inscrever nas disciplinas da faculdade dia 29 de Julho. As aulas começam dia 8 de agosto. Dá uns 10 dias de intervalo.

Então... acho que é bom viajar pelo dia 25 de Julho. Aí fico indo pra Niterói todo dia ver opções de moradia. Minha mãe vai no início de Agosto só pra me ajudar a bater o martelo e com a instalação na nova morada.

Falando em morada, quais seriam as minhas opções:

De cara eu penso em pensionato... temporariamente, até achar uns colegas pra dividir um apê.
Mas, por outro lado, se o preço não for muito cruel, eu podia morar sozinho, numa kitchnet, num quarto-sala apertado mesmo, de preferência já mobiliado, próprio pra minha situação. Deve existir coisa assim, só não sei o preço. Júlio morava em um quarto-sala mobiliado aqui em Salvador e o preço era justo. É a opção que eu acho mais bacana pra mim, tem que ver se financeiramente vai ser interessante também.

Aí, feito isso, inicio a faculdade. Acho que vou me sair legal, em termos de adaptação. Sou fácil de se conviver e na faculdade de Cinema devo encontrar várias pessoas interessantes pra me entrosar.

Terminando o semestre, é a minha decisão mais profunda. A princípio, quero trancar já e passar 2006 na Europa, peregrinando, experimentando, aprendendo, me fudendo, crescendo e vivendo, sem nunca deixar de me divertir. Viajar por volta de março/ abril e voltar em dezembro, antes dos festejos natalinos. Esse é o plano alfa.

Mas será que eu vou ter peito pra trancar a faculdade, perder a turma e encarar a aventura européia? Por enquanto acho que sim, mas no fundo, ainda é um mistério.

Imaginar meu futuro é curioso, porque ele é aparentemente planejado mas totalmente misterioso, e certamente será surpreendente.

Mas eu acho que minha vida finalmente chegou no que eu queria. Acho que hoje eu consigo ser a pessoa que eu quero ser. 2005 começou muito bem e acredito que vá continuar assim e se tornar o melhor ano da minha vida, de longe.

Apesar de ainda meio assim-assim com o fim do namoro, estou levando bem, a moral está em alta e o astral idem.

Vivendo

Ainda gosto dela, penso muito nela, quero vê-la. Mas ando resistindo bem, apesar de sentir falta. Estou procurando fazer outras coisas, com outras pessoas, e tocar o barco.

É meu ultimo mês inteiro em Salvador e não quero desperdicá-lo com tristezas.

Mas adoraria ir ficando com Nina. Acho que seria uma transição mais gradativa.

Mas será que essas coisas funcionam assim, com essa lógica toda? Dúvido.

Saturday, May 28, 2005

Recaída

Eu fui pra festa dizendo a mim mesmo e a todo mundo com quem eu conversei antes que não queria flashback. Mas isso era da boca pra fora mesmo. Eu queria. Não só pelo prazer que é mas pela forçação de barra. O fato é que estavamos sossegados, daí uma hora conversamos longamente sobre o fim do namoro e o futuro de "nós dois", e numa outra hora acabamos ficando e assim foi pro resto da noite.

E agora eu não sei o que eu faço.

Ligo? Não ligo? Não voltamos. Só ficamos. Só ficando, devo ligar? Pra falar o que? Não ligando, o que ela vai pensar?

Não vou ligar, mas a mão coça.

E eu não sei o que pode vir pela frente.

Wednesday, May 25, 2005

Em vilas

Entediadíssimo...

Vim pra Vilas e tal... achei que ia ser melhor se viesse dormir na casa do Vô, por causa da internet... a Sky tá com defeito, a net tá chata, então nem foi melhor. Sei lá.

Pior que ainda tem amanhã. Tédio.

E essa monotonia me faz ficar pensando nela. Droga. Preciso me ocupar. Preciso.

Prolífico

Quando este blog funciona de terapia, eu posto adoidado. Como lá em Campinas. Como agora. Mas ninguém lê. A única pessoa a quem eu dei o endereço foi Nina, mas ela provavelmente não guardou. Assim como a foto. Assim como a rosa.

E os planos pros próximos meses em Salvador?

Talvez ir um pouco mais cedo pro Rio, dar um passeio em São Paulo, uma chegada em Campinas. Acho que é o que vou acabar fazendo. Tem que ver exatamente a data da inscrição nas disciplinas, a data do início das aulas, além da moradia. Talvez eu possa ir uns 10 dias antes da inscrição, pra ver logo a morada e fechar questão, e entre a inscrição e o primeiro dia de aulas, ir a SP.

Mas eu preciso pegar meu passaporte italiano. Eu o fiz no dia 6 de Maio. O cara que chegava de 45 a 60 dias. Logo, do dia 21 de Maio ao dia 6 de Julho, qualquer dia é dia. Mas, vai saber se esses camaradas do Consulado tem como forte a pontualidade...

Tuesday, May 24, 2005

Amigos.

Estive com ela hoje. Foi estranho. Foi legal.
Estranho por estar com ela, junto dela, mas não andar de mãos dadas, não beijar quando se tem vontade, abraçar, apertar, fazer carinho.
Mas muito legal por saber que continuamos amigos, e, o principal, queremos ser amigos. Jamais considerei a possibilidade de perder a amizade dela com o fim do namoro e fico feliz que isso seja recíproco.

Aqui, a poesia que eu fiz um dia antes da gente terminar. De certo modo, um tanto quanto profética em alguns parágrafos. E nem um pouco injusta.


Mesmo você deixando a rosa que eu te dei esquecida,
escondida em algum canto qualquer da casa
Mesmo você não sabendo onde esta a foto de nós dois,
ou, se sabe, não quer mostrar a ninguém
Mesmo me sentindo jogado pra escanteio algumas vezes
Eu te amo.
Mesmo.

Outras vezes eu me sinto bem melhor,
acolhido em teu abraço apertado
Outras vezes acredito que você me ama,
escutando você falar sincera
Outras vezes eu te vejo sorrindo
Eu te amo.
Outras vezes.

Ainda que nos separemos em pouco tempo,
já que a vida prega peças
Ainda que a distância envenene e desvirtue,
fazendo o amor não resistir
Ainda que a gente supere a falta da gente
Eu te amo.
Ainda.

Mais perto de você é muito mais interessante de se estar,
mesmo que só ouvindo o silêncio do teu sono
Mais feliz foi esse tempo amando e sendo amado,
outras vezes te amar é uma angústia
Mais que tudo, foi um prazer e um privilégio,
ainda que vá acabar.
Eu te amo.
Outras vezes mais ainda, mesmo.


** até gosto dela. A terceira estrofe revelou-se ingrata depois do acontecido. O final, certeiro.

Sunday, May 22, 2005

Seguindo estrelas

O tempo passa, os amigos ajudam, e a vida segue. Eu realmente gostava dela. A separação realmente me dói. Ela me ligou hoje. A amizade continua. Daqui a um tempo vai ser muito bom ser um grande amigo dela e ter uma grande amiga com ela. Mas, por enquanto, eu preciso deixar o amor se mandar.

Hoje tem festinha de Zeba, depois dias em Vilas. Vão ser chatos porque vou estar sozinho, sem PC... e vou ter tempo de sobra pra pensar. E pensar ultimamente não tem sido tão bom. Porque só penso nela... Mas tudo isso vai passar, eu sei.

Vacilei com Júlia, a gente ia sair e eu desmarquei dizendo que tava doente e acabei saindo mesmo assim... Fiquei com dó dela desmarcar com o pretenso namorado pra amparar um amigo triste como eu. Ia ser o contraste absurdo da relação mágica que ela está vivendo com a minha fossa. Ela ficou puta quando eu disse que ia sair. Mas, fazer o que, ficar em casa me deixa deprimido.

"Ela já não gosta mais de mim. Mas eu gosto dela mesmo assim. Que pena, que pena. Ela já não é mais a minha pequena. Que pena, que pena"

Friday, May 20, 2005

desentupindo a fossa...

A minha mão coçou o dia inteiro pra te ligar, ouvir sua voz.
Mas não liguei
Levei o celular pra todos os lugares, quarto, cozinha, banheiro, tudo...
Mas você também não me ligou.

Deixa eu curtir a minha fossa um pouquinho. Deixa eu te valorizar em excesso...
E em silêncio.
Deixa eu abrir um sorriso e te dar um abraço amigo quando te vir...
E sofrer por dentro.

Não tem volta e, eu te juro, meu horizonte está tão turvo...
E me perco.
Eu só queria dormir e acordar anestesiado dessa dor...
Ou outro eu.

Tristeza, jura que vai embora pra outro lugar... por favor.

acabou...

Paciência, fazer o que? Enquanto durou, foi um prazer e um privilégio. Mas, agora, acabou.

Eu não queria. Eu queria seguir. Mas, não é uma decisão unilateral a de se continuar. A de se acabar, sim. E assim é quando dói mais.

Racionalmente, melhor agora que na boca da viagem. Mas a racionalidade que se foda nos enlaces do amor.