Friday, July 16, 2004

Tops

Top 5 things I gotta do within the next 2 years

1- Do a long term international trip, visiting lots of countries and surviving God knows how...
2- Putting a band together, just for fun. What would I play? Don´t know... Maybe suport guitar, or singing, or whatever...
3- Maybe dating regularly the same girl... yeah, a girlfriend.
4- Get in the fucking univesity... but that´s an urgent issue, it won´t wait 2 more years.
5- Make movies. Don´t mind the budget.

Why did I decide to write this in english? Don´t know... I just did.

Friday, July 09, 2004

O caso do velhinho

Hoje fui abordado por um velhinho na rua. Ele estava vestido decentemente, com roupas limpas, assim como ele. Devia ter seus 70 anos, era branco e bem grisalho. Via-se por sua pele envelhecida e cansada que não era um senhor de posses, como logo foi revelado.

Como eu disse, este senhor me abordou. Educadamente, explicou que estivera internado na Santa Casa, e agora precisava voltar pra São Paulo. Ele me disse que precisava de dois reais para completar sua passagem de ônibus. Lógico, eu já esperava por isso desde o início da abordagem. Mas foi quando ele me surpreendeu:

_Você compraria minha blusa por dois reais?

Ainda me emociono quando lembro disso. O senhor ainda mantinha sua integridade e dignidade mesmo num momento tão difícil. Ele não era um mendigo nem iria mendigar. Em troca dos dois reais que alguém lhe desse para a passagem, ele entragaria sua blusa, uma de tricô de lã que ele vestia por cima de uma camisa. Dois reais.

Eu disse que não tinha, mas que desejava toda sorte para ele. Como sempre, educado, o velhinho me agradeceu mesmo assim e pediu desculpas pela perturbação.

Continuei andando com aquilo na cabeça. O velhinho não admitiria mendigar, estava disposto a ir se desfazendo de suas poucas posses do momento para conseguir o dinheiro necessário. Mas pedir esmola, não. Faltavam dois reais? E o restante da passagem? Ele já teria o dinheiro? Ou tivera que vender talvez um relógio, uma corrente, uma aliança?

Mas, voltando a minha vil pessoa... continuei andando. Eu tinha dinheiro, poderia ajudá-lo. Mas não o fiz. Não costumo dar esmola. Mas logo na primeira esquina percebi que aquele não era um caso qualquer de esmola. Sequer era esmola. Abri minha carteira. Não tinha dois reais trocados. Tinha 1, 5 e duas notas de 10. Na hora pensei que não poderia dar o 5 inteiro. E que 1 não era 2 reais. Saí.

Não demorou nada pro arrependimento. Devia ter dado os 5 reais ao velhinho mesmo. E, lógico, deixá-lo com sua blusa, que era importante pra ele, não para mim. Mas fui mesquinho. E fiquei triste comigo mesmo.

Espero que aquele velhinho tenha encontrado em pouco tempo alguma alma mais humana que a minha. Espero que possa tirar alguma lição a respeito. Mas fiquei desapontado comigo.

Thursday, July 08, 2004

O ponto

Descobri... quer dizer, pelo menos acho... o motivo pelo qual as vezes me sinto angustiado, deslocado, triste... Acho que nesse(s) ano(s) de pre vestibular, eu fico me sentindo meio que inútil pro mundo. Inútil num aspecto macro... ainda não elaborei direito como dizer o que penso, mas é algo resumido nisso: de ser inútil pro mundo. Esse ano mais agravado pelo deslocamento do meu cotidiano.

Mas as coisas tem melhorado, e o tempo tem passado. Mais uma semana, rolam umas férias providenciais. Boas pra descanso, mas pretendo dar uma estudada, fazer algumas provas. Tenho sido um péssimo estudante nessa semana que acaba amanhã. Péssimo mesmo.

Monday, July 05, 2004

Melhorando

As coisas sempre melhoram quando voce começa a se enturmar, se distrair... não mudou muito, mas o que já existia já tem outro ar... Em casa está legal como sempre foi, apesar de pouca vida social, festas, etc... tudo bem, estou encarando isso como uma fase efêmera... e tentando tirar disso algum proveito, como estudar mais e melhor, e apreciar o que o futuro me reserva, espero eu, com bem mais afinco. Mas estou numa boa agora, comigo e com o mundo.

Vou ver se leio Alvares de Azevedo, Chopenhauer, ou seja la como se escreve. E Goethe. Não é pra me deprimir, é por leitura mesmo. Estou lendo 1968- O Ano que não acabou, de Zuenir Ventura. Muito bom. E estou com Metamorfose, de Kafka, pra ler.