A ansiedade pra começar a vida nova em Niterói é tão grande que não me dá espaço pra ficar triste, aplacando a saudade. Isso é muito bom.
Vou tentar agora roteirizar uma historinha que ouvi só pra não perder.
Chega um cara, mais ou menos 30 anos, aparência meio nerd, e fala com sua mãe, uma velhinha.
_Mamãe... Conheci uma garota... Acho que é A garota, mamãe...
_Ô meu filho, que boa notícia! Quem é, eu conheço? Ah, você não sabe como me deixou feliz, achei que você... o seu irmão mais novo já casou, já tem uma família... não que... ah, meu filho, que notícia boa!
_Ela é uma ótima mulher, mamãe. E... bem, ela é italiana, mamãe.
_Italiana, meu filho? Ah, mas tudo bem, eu vou sempre te apoiar, o que importa é a sua felicidade.
_Obrigado, mamãe. Você vai adorar a Sofia.
_Sim, meu filho. O que importa é a sua felicidade... Mas, como você conheceu essa italiana, meu filho?
_Bem, mamãe... Eu, fui num clube... a senhora sabe... um clube para homens. E ela estava dançando, e eu vi, e tal...
_Como assim, meu filho? Que brincadeira é essa?
_Na boite, mamãe. Eu a vi dançando, daí me interessei, e nos envolvemos.
_Não entendo, meu filho... você está brincando, não é?
_Mamãe. Eu fui nessa boite para homens... Sofia estava no tablado, dançando, eu paguei a ela, aí nós passamos a noite juntos. E eu me apaxionei.
_Meu filho... tudo bem, o que importa é a sua felicidade, meu filho... Ai meu deus... Filho, por que você... Tudo bem, filho. Se ela te faz feliz...
_HUhuahuahua. Tá mamãe... é brincadeira. A Sofia é advogada, eu a conheci no trabalho.
bla bla bla
trabalhando, pode render algo decente.
|